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É um facto que o eixo econômico mundial tornou-se para a Asia e isso afeta a visão que nós temos do futuro da nossa Ibero-América. Analisar e avaliar as vantagens, os desafios e as oportunidades que se nos aparecem requer de uma informação detalhada, profunda e contínua dos eventos e das tendências que se producem na Ásia e o Pacífico em relação com o resto do mundo. Poder contar com um Observatório Virtual Ibero-americano, equipado com os instrumentos modernos da tecnologia da informação para que una o conhecimento resultante das redes dos investigadores, acadêmicos e experiências das companhias, é uma ferramenta que facilitará o caminho. E que isso se realize no entorno de Casa de Ásia, uma instituição que desde faz vários anos está capitalizando o acervo do conhecimento sobre o leste da Asia desde uma perspectiva Ibero-americana, é toda uma garantia e uma certeza de objetividade. Nos últimos anos, desde a minha posição de presidente do Banco Inter-Americano de Desenvolvimento, vi de perto e participei na aproximação entre América latina e o Ásia-pacífico, tentando aprofundar no conhecimento mútuo, e no continuo crescimento das relações econômicas em termos comerciais, e recentemente também muito intensas nos investimentos. Por exemplo, conjuntamente com o Banco Asiático de Desenvolvimento, nós temos patrocinado conferências e redes de estudos dedicados a analisar a ligação, os efeitos e as inter-relações entre as duas regiões intensamente conectadas nos processos globais. Mas também foi centro do estudo, os impactos que causam na cena econômica mundial - e na Latino-americana em particular- a nova incorporação da economia chinesa. Também, eu vi de perto os resultados da rede dos estudos Latino-americanos sobre a Ásia o Pacífico (REDEALAP) criada através do escritório do INTAL em Buenos Aires, onde um grupo de investigadores do excelência e dos centros de estudos das universidades Latino-americanas fomentam a análise dos temas asiáticos desde a região, nos campos econômicos, políticos e sociais. Por outra parte, em 2005, tive a honra de dirigir a última reunião dos governadores, como presidente do Banco em Okinawa, Japão, - país membro do Banco desde 1976- e que contou finalmente com a integração da Coréia do Sul como segundo membro asiático do diretório do BID. Hoje, como Secretário Geral Ibero-americano, comemoro o intenso e dinâmico processo de dedicação que está a ter, a relação entre a Ibero-América e a Ásia do leste nos últimos tempos e na SEGIB tentamos segui-lo com atenção extrema e uma atitude muito activa. Também cumprimentamos os esforços e os importantes recursos que tanto Espanha com seu plano de ação 2005-2008 e Portugal com as suas instituições específicas, vêm fazendo orientadas para o leste da Asia, sem deixar a um lado seus vínculos naturais com a América Latina. Na perspective triangular, também a Casa de América, desde faz anos ao lado da casa de Ásia, a colocar uma ponte natural entre o continente Latino-americano e o mundo asiático. Para essa razão, é que nós demos prioridade à sustentação do Obervatório latino-americano do Ásia-Pacífico no protocolo de colaboração institucional, que em diferentes áreas manteremos activo o SEGIB e a Casa Ásia. Este acordo é um bom começo para que a ação da comunidade Ibero-americana potencie a relação com Ásia o Pacífico desde ambas partes, a latino-americana e a européia, empregando as novas tecnologias da informação, e facilitando a comunicação e a aproximação dos povos e da sua cultura. Hoje estou cá para dar os meus parabéns e estimular à Casa Ásia e a patrocinadores pela inauguração deste Obervatório Latino-americano do Ásia-Pacífico, que esperamos mantenha em contacto a todas as instituições e pessoas interessadas neste tema.
Em um contexto mundial no que se olha mais e mais à Ásia como o centro futuro de gravidade, e especialmente a China e a Índia como novos centros de poder, parece essencial que os outros países conheçam esta zona do mundo ainda distante para a grande maioria. A Comunidade Ibero-Americana das Nações, fortalecida pela obtenção do Estatuto de Observadora nas Nações Unidas da Conferência Ibero-Americana e pela criação recente da Secretaria Geral Ibero-Americana com sede em Madrid, não deve ficar fora deste processo de maior aproximação à Ásia, que aliás têm especial relevo se olhamos para as grandes comunidades asiáticas residentes em Ibero-América , como a japonesa no Brasil e no Peru, a coreana na Argentina, ou a chinesa na Cuba. A aproximação à zona do Ásia-Pacífico, que representado no foro APEC é a região economicamente mais dinâmica do mundo, é particularmente importante. Com respeito a isto, o trabalho dos foros e organismos que unem Ibero - América com Ásia- Pacífico, como APEC ou FOCALAE, PECC ou LAEBA, é muito importante e deve ser espalhado. Também o papel de Japão foi notável e muito activo na cooperação com a América Latina, e foi o primeiro país asiático impulsor de um programa no Banco de Interamericano de Desenvolvimento. Para além disto, para compreender melhor este achegamento é preciso considerar os múltiplos protocolos bilaterais intercontinentais, e os processos de integração regional asiática, européia, e americana e as diversas maneiras de aproximação entre estas regiões. O aumento do comércio e dos investimentos entre Ásia e América latina, causado especialmente pela demanda e pelo grande crescimento da China, é muito destacável em termos econômicos -o comércio e o investimento são os suportes de crescimento de muitos países em vias de desenvolvimento-, mas também ele abre grande possibilidades "à cooperação sul- sul" em todos os espaços. Porém, a atenção não só deve ser centrada nas grandes economias asiáticas. Embora Japão tem tido por anos uma liderança econômica, e China e India monopolizam a atenção como oportunidades grandes -ou como ameaça-, também se há de ter conta das ligações entre os diversos países de ambas as zonas que têm grandes potencialidades de desenvolvimento e que podem contribuírem com um importante intercambio de experiências entre nações de realidades similares. Em este campo, uma ferramenta como o Observatório Ibero-Americano do Ásia-Pacífico, que contribui para que os países ibero-americanos conheçam melhor a região do Ásia-Pacífico, principalmente no terreno econômico, empresarial e acadêmico, será muito útil. Estes espaços, embora não sejam únicos, são fundamentais para avançar em um conhecimento mútuo eficaz que contribua ao desenvolvimento dos países ibero-americanos, e melhore a sua projeção internacional. Eu dou a boa vinda a esta iniciativa da Casa Ásia, e agradeço no nome do Ministerio de Asuntos Exteriores y de Cooperación de Espanha os apoios recebidos a este projeto pela Fundação ICO, BBVA e Garrigues Advogados, e a colaboração dos centros ibero-americanos que participam no mesmo.
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